Boa
parte da poesia portuguesa das últimas décadas parece a ilustração de uma tela
de Edward Hopper. Melancólica, intimista, desiludida, suburbana mesmo quando se
pretende urbana. As alternativas serão De Chirico, Magritte. Nem sequer Duchamp
ou os dadaístas. Raramente ou nunca os contemporâneos.
Nada
que se recomende.
