A
estratégia é a da acumulação. Escrever não é suficiente. É preciso acumular
papel. Livros, linhas, versos, volumes antológicos ao fim de poucos anos. Sete romances
em quatro anos. Ou, o que é o mesmo, trinta e três em quarenta.
Na
lógica de mercado e de espectáculo, que muitos denunciam, mas de que outros
tantos, quando não os mesmos, são coniventes, o tempo é o imediato. Publicar é
existir, nem é necessário que seja muito bom. Qualquer outra opção parece condenada,
arrastando consigo a inexistência.
